segunda-feira, 21 de junho de 2010

A dama.

Ela caminhava pela estrada de terra naquela noite escura.

Não havia lua, nem vento.

Seus passos, rápidos e tensos, como quem deseja correr, mas já não tem mais forças para fazê-lo.

As mãos suadas se apertam em garra sobre o peito, que arfa sufocando um desejo de gritar intensamente.

O sangue machando seu longo vestido está quase seco, marcando seu colo exposto .

- Eu tinha o direito – repete mentalmente.

O silêncio a envolve. A noite a abraça.

Nunca mais voltará.

5 comentários:

André disse...

Não pude deixar de lembrar da Sookie Stackhouse nesse post. Me lembrou muito aqueles delírios dela quando o Bill some. Viajei né? Enfim, vendo seu blog fico com saudade do meu!

Abração!

Grói Rail disse...

Nossa, imaginei mesmo a tal moça, toda manchada de sangue, uma versão psicodélica dos contos infantis. Adorei, continue postando, eu vou cobrar.

Angélica Lins disse...

Parabéns pelo blog.
Li algumas postagens e gostei bastante.
Voltarei com mais calma depois...

Abraço!

Angélica Lins disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jussara Christina disse...

Adorei teu blog! Belíssimo!
Gosto de pessoas inteligentes, observadoras e sensíveis!
Vou te seguir ...
Se puder visita meu cantinho tb, que é feito com muito carinho.
Bjs doces!

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(¸.·´ (¸.·` *♥ Jussara Christina ♥*♥*♥*♥*♥*♥*♥*♥*♥